CLIENTE OU CONSUMIDOR?
CLIENTE OU CONSUMIDOR?
No correr deste ano, em
diferentes sites e blogs na internet, estabeleceu-se uma longa e exaustiva
discussão sobre qual a palavra mais adequada para o que, verdadeiramente, as empresas
objetivam alcançar: ter clientes (clients), ou, ter consumidores (consumers).
E nessa longa discussão, muito
se falou sobre as raízes das duas palavras, e que se encontram no latim.
CLIENTE vem do latim CLIENS, e seu significado original e como assim foi
utilizado durante longo tempo, era a denominação que se dava as pessoas que
ouviam, respeitavam, obedeciam. Remetia a algum grau de dependência e
obediência, muitas vezes em decorrência do cumprimento das leis. O exemplo
clássico referia-se aos advogados que tinham clientes. Pessoas a quem
orientavam e delas mereciam obediência para não assumirem riscos
desproporcionais, para não se colocarem, perigosamente, sob a espada da lei.
Já CONSUMIDOR, custom em inglês,
vem de costume, do latim CONSUETUDENEM. De onde nasceu, por exemplo, o chamado
direito consuetudinário, aquele decorrente das práticas que com o correr do
tempo e uso, acabam ganhando a força das leis. Ou seja, CONSUMIDOR,
remetendo-nos a raiz, é aquele que costumeiramente prática as mesmas coisas,
repete as mesmas compras, manifesta as mesmas preferências.
Mas, “como a voz do povo é a voz
de Deus”, o povo do marketing no Brasil optou por CLIENTE, e o povo do
marketing em alguns outros países optou por COSTUMER, consumidor. O
entendimento dos consultores do MADIAMUNDOMARKETING, e exclusivamente nos
referenciando e respeitando o que observamos na prática, o que acontece nas
empresas modernas e que trabalham de forma planejada, é o seguinte. Primeiro
definem seu PHOCUS – o total de pessoas que suspeitam – daí SUSPECTS – se
enquadrarem, por suas expectativas, características e manifestações, nos
serviços que a empresa presta. Se competente em sua comunicação, consegue
despertar a atenção e interesse desses SUSPECTS e os convertem em PROSPECTS. Se
devidamente motivados realizam uma primeira compra, encontram-se na situação de
CUSTOMERS, de consumidores. Mas, se devidamente trabalhados, vão gradativamente
repetindo e concentrando suas compras numa mesma empresa/MARCA, passam a ser
CLIENTS, clientes.
Assim, e finalizando, e
prometendo não voltar mais ao assunto, tudo o que uma empresa quer é conquistar
CLIENTES. Tirá-los da condição de consumidor eventual e convertê-los em
CLIENTES PARA SEMPRE. Daí a importância e o prevalecimento do terceiro dos
shares, daquele que chegou por último, mas é o que conta nas empresas modernas
e de sucesso. O SHARE OF CLIENT. Conseguir a preferência total de cada um dos
seus clientes em tudo o que compram na categoria específica de produtos onde a
empresa atua. E depois, e tendo alcançado 100% do SHARE OF CLIENT de cada um de
seus clientes, multiplicar todas as atenções, carinhos e estímulos para que
esse mesmo cliente, 1 – Compre uma quantidade maior e com uma intensidade
maior; e 2 – Traga todos os novos CLIENTES que a empresa precisa para
consolidar sua liderança e sucesso.
MML – FRANCISCO MADIA, CAMAÇARI
(BA), especial para o MADIAMUNDOMARKETING.
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